a constante criação
Quem criou Sherlock Holmes?
Uma pergunta fácil, para a qual tenho certeza de que você tem uma resposta. Agora, uma pergunta mais interessante -- quem criou você?
A maioria de nós sabe a resposta para essa também. Nós todos temos nossos criadores, normalmente duas pessoas que se unem e dão algo delas para produzirem um ser humano totalmente novo. A partir dos nossos criadores, iniciamos nossas vidas.
Mas o ato da criação não pára por aí. Uma criança precisa ser criada e educada. Uma criança pega as coisas no caminho. Seu meio ambiente muda, mas o processo de criação continua. Se tivermos sorte, ele nunca termina.
Pergunte a si mesmo quem criou Sherlock Holmes. Depois, pergunte a si mesmo quem cria Sherlock Holmes hoje. E quem foi que lhe estendeu a mão no decorrer do caminho.
Por exemplo, uma das ninharias favoritas que os sherlockianos gostam de lançar sobre as massas "ignorantes" é a questão do cachimbo curvo.
Em todas as sessenta estórias originais escritas sobre Holmes, ele nunca usou um cachimbo curvo. No entanto, Sherlock Holmes usa um cachimbo curvo. Todo mundo sabe disso! Isso torna a coisa real? Bem, quando falamos de lendas, talvez sim. Como Vincent Starrett escreveu uma vez, "Somente aquelas coisas em que o coração acredita são reais". E toda uma infinidade de corações acredita que Sherlock Holmes de fato fumava um cachimbo curvo.
De onde esses corações adquiriram tal conhecimento? De William Gillette, o primeiro grande intérprete de Holmes, e dos artistas e atores que ele influenciou. Aparentemente, Gillette achou o cachimbo curvo mais fácil de pendurar na boca, quando atuando no palco. Mal sabia ele -- ou talvez soubesse -- que também estava participando na criação de Sherlock Holmes.
Uma multidão de corações acredita que Holmes gostava de dizer "Elementar, meu caro Watson."
Não estou certo de quem disse isso primeiro, mas eu o ouvi de Basil Rathbone, outro grande intérprete e criador de Holmes. Então, não me diga que Holmes nunca disse essas palavras; eu o ouvi dizê-las. Escute seu próprio coração, e você também poderá ouvi-las.
Mas ainda, há aquelas partes do nosso amigo Sherlock que nos partem o coração.
Nicholas Meyer pegou o que eu sempre considerei um detalhe menor (a coisa da cocaína), e transformou Holmes num drogado doido varrido. Muitas são as pessoas que não conseguem tirar aquela imagem da cabeça, tornando-a, assim, uma subcorrente bastante persistente na lenda Sherlock Holmes. Podemos não concordar com isso, mas sua existência não pode ser negada.
William Gillette, Basil Rathbone, Nicholas Meyer... todos esses homens participaram na criação do Sherlock Holmes que conhecemos hoje. Gillete o fez com a benção do seminal criador de Holmes, mas isso não quer dizer que ele foi mais ou menos efetivo que os outros. A fila não termina só com esses três, há ainda: Michael Hardwick, Jeremy Brett, Eve Titus, Sidney Paget, William S. Baring-Gould, Peter Cushing... poderia continuar até o dia seguinte.
Uma pergunta fácil, para a qual tenho certeza de que você tem uma resposta. Agora, uma pergunta mais interessante -- quem criou você?
A maioria de nós sabe a resposta para essa também. Nós todos temos nossos criadores, normalmente duas pessoas que se unem e dão algo delas para produzirem um ser humano totalmente novo. A partir dos nossos criadores, iniciamos nossas vidas.
Mas o ato da criação não pára por aí. Uma criança precisa ser criada e educada. Uma criança pega as coisas no caminho. Seu meio ambiente muda, mas o processo de criação continua. Se tivermos sorte, ele nunca termina.
Pergunte a si mesmo quem criou Sherlock Holmes. Depois, pergunte a si mesmo quem cria Sherlock Holmes hoje. E quem foi que lhe estendeu a mão no decorrer do caminho.
Por exemplo, uma das ninharias favoritas que os sherlockianos gostam de lançar sobre as massas "ignorantes" é a questão do cachimbo curvo.
Em todas as sessenta estórias originais escritas sobre Holmes, ele nunca usou um cachimbo curvo. No entanto, Sherlock Holmes usa um cachimbo curvo. Todo mundo sabe disso! Isso torna a coisa real? Bem, quando falamos de lendas, talvez sim. Como Vincent Starrett escreveu uma vez, "Somente aquelas coisas em que o coração acredita são reais". E toda uma infinidade de corações acredita que Sherlock Holmes de fato fumava um cachimbo curvo.
De onde esses corações adquiriram tal conhecimento? De William Gillette, o primeiro grande intérprete de Holmes, e dos artistas e atores que ele influenciou. Aparentemente, Gillette achou o cachimbo curvo mais fácil de pendurar na boca, quando atuando no palco. Mal sabia ele -- ou talvez soubesse -- que também estava participando na criação de Sherlock Holmes.
Uma multidão de corações acredita que Holmes gostava de dizer "Elementar, meu caro Watson."
Não estou certo de quem disse isso primeiro, mas eu o ouvi de Basil Rathbone, outro grande intérprete e criador de Holmes. Então, não me diga que Holmes nunca disse essas palavras; eu o ouvi dizê-las. Escute seu próprio coração, e você também poderá ouvi-las.
Mas ainda, há aquelas partes do nosso amigo Sherlock que nos partem o coração.
Nicholas Meyer pegou o que eu sempre considerei um detalhe menor (a coisa da cocaína), e transformou Holmes num drogado doido varrido. Muitas são as pessoas que não conseguem tirar aquela imagem da cabeça, tornando-a, assim, uma subcorrente bastante persistente na lenda Sherlock Holmes. Podemos não concordar com isso, mas sua existência não pode ser negada.
William Gillette, Basil Rathbone, Nicholas Meyer... todos esses homens participaram na criação do Sherlock Holmes que conhecemos hoje. Gillete o fez com a benção do seminal criador de Holmes, mas isso não quer dizer que ele foi mais ou menos efetivo que os outros. A fila não termina só com esses três, há ainda: Michael Hardwick, Jeremy Brett, Eve Titus, Sidney Paget, William S. Baring-Gould, Peter Cushing... poderia continuar até o dia seguinte.